Galeria Laura Marsiaj

Bruno Vilela: Ouroboros

28 de fevereiro de 2012 › 31 de março de 2012

Anexo
Bruno Vilela

O artista pernambucano Bruno Vilela inaugura a primeira exposição individual Ouroboros, na galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro.

O artista participou de exposições coletivas no Rio como Investigações Pictóricas, no MAC Niterói; Jogos de guerra, no Caixa cultural; Abre Alas, na A Gentil Carioca e SESC ARTE 24 horas no Píer da Praça Mauá.

A mostra apresenta desenhos e 4 grandes pinturas a óleo. Segundo o artista, as grandes proporções das telas permitem pintar com o corpo todo, não apenas com as mãos. Deuses, ícones religiosos, passagem de um plano a outro, divindades representantes da natureza e a própria natureza como divindade são temas recorrentes no trabalho de Vilela.

Em Ouroboros vemos uma vaca de luz em tamanho real, uma representação do Deus animal dos indianos. Um monolito surge no meio de uma paisagem gelada de montanhas. Um barco num rio com luz da lua, um dos símbolos clássicos de passagem da vida para a morte. Um altar de umbanda tem em seu plano de fundo o templo de Karnak, no Egito.

Desde sua última série, Cabeça de Santo, resultado do prêmio Funarte de Incentivo as Artes Plásticas de 2010, a Umbanda é um dos temas centrais de seus trabalhos. Na Umbanda existem as giras dos povos do oriente, onde a religião egípcia é base de todas as religiões. Alguns ícones egípcios aparecem nos desenhos e nas obras de técnica mista, em que o artista usa desenhos e colagens.

O estudo da Umbanda o levou as composições mais complexas, sem um tema tão central como nas pinturas. “Uma das referências mais importantes para mim é Robert Rauschenberg. Hoje vejo que Umbanda é Rauchemberg. A Umbanda junta todos os ícones e representações plásticas de todas as religiões num só templo. Uso então o papel como templo e nele faço meu ritual, meu sacrifício, meu ofício. Vemos desde animais oferecidos até referências concretas de ícones contemporâneos de sinalização ou design as pirâmides.”

Os diversos ícones de variadas religiões criam uma composição de ascensão da terra ao céu, dos pés a cabeça, ou se preferir, do Chakra base ao superior. São também níveis do inconsciente, representados por divindades e seus arquétipos. Os desenhos são metáforas de uma busca espiritual.

As múltiplas dimensões, materiais, planos, cores e formas tentam descolar o desenho do suporte, é um amalgama na fronteira entre o desenho e a pintura.

É um trabalho Umbando-Raushemberguiano.

Wikipedia: Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo:(oura) significa "cauda" e (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própriacauda". Sua representação simboliza a eternidade.

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