SACO ZERO _ múltiplo, edição de 1000 exemplares para serem distribuídos. Objeto óbvio. Impressão de um zero sobre sacos plásticos brancos, sacos comuns de embalagem. Proliferação de conjuntos vazios, sacos cheios de nada. Apesar de equivalente, ao nível semântico, da expressão "saco cheio", só funciona vazio, perde o significado quando utilizado funcionalmente.
LOOOP _ livro‐objeto: pequena brochura em formato quadrado em que a notação de uma paulatina acumulação numérica de zeros cresce a ponto de dar a volta na seqüência de páginas até se tornar linha contínua, infinita. Joga com a contradição básica entre a idéia de acumulação e a de zero.
O zero aponta para uma ausência, indica que naquele ponto, ou naquele espaço não há nada, que há um vazio (conjunto vazio). Mas o vazio só pode ser identificado com relação ao que falta. O zero representa um ponto cego, limite e confluência entre "aqui não tem nada" e "aqui não falta nada".
Esses trabalhos lidam diretamente com esta hipótese: a partir de que ponto - de acumulação ou grau de insistência - o zero pode fazer diferença? A partir de que momento ele se torna visível enquanto sinal?